Para dar continuidade
- 6 de jun. de 2017
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Após vencer no ano passado, gestão atual do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Libertas, tentará se manter em 2017
Amanhã é dia de eleição para o DCE. Você terá a oportunidade de escolher entre três chapas: Chapa 1 - Representa, Chapa 2 - Lado a Lado e Chapa 3 - Libertas. Em 2016, os acadêmicos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), resolveram, por meio do voto, mudar os seus representantes e, assim, elegeram a Libertas.
A chapa 3, que decidiu usar o mesmo nome neste ano, quer dar continuidade ao projeto iniciado em 2016. Porém, na UFSM - campus de Frederico Westphalen, o grupo que possui um representante na cidade, ainda não conseguiu empolgar os acadêmicos. Com isso, apesar de ter vencido no pleito passado, perdeu em Frederico.
A Libertas, em 2016, obteve 2057 votos e vencera outras duas chapas: "É Preciso ter coragem" e "Nós por Nós". Ainda no ano passado, o único representante da chapa 3 em Frederico Westphalen, não estudava na UFSM. Gabriel Reinehr, 19 anos, é acadêmico do 1º semestre do curso de jornalismo, e tentará, além de se dedicar às aulas, também, se sua chapa vencer, dar atenção especial às demandas do campus de Frederico. Na Libertas, ele concorre como coordenador de cultura e eventos. Veja o que Gabriel conversou com a reportagem da Agência da Hora.
Quais são as principais propostas da chapa 3 para o Campus de Frederico Westphalen? Gabriel: Todas as nossas propostas serão aplicadas em todos os campi e pretendemos também levar as propostas da última gestão que foram implantadas no campus de santa maria para Frederico, como o debatendo, o café com política e a semana da calourada. Mas especificamente para Frederico Westphalen estamos emergencialmente buscando a melhora do trajeto até o RU (que vai ser britado rapidamente caso sejamos eleitos como medida provisória) e a compra de materiais para os laboratórios, além é claro de sanar os problemas de transporte. Depois disso podemos focar em aspectos culturais, esportivos e sociais também, sempre mantendo uma conversa clara com os representantes dos cursos, de movimentos sociais, da universidade e da prefeitura.
A chapa de vocês é multicampi?
Gabriel: Sim. Temos representantes em todos os campi e estamos montando grupos de trabalho para melhor atuar nos campi.
Quantos representantes a chapa possui em Frederico Westphalen? Gabriel: Um, auxiliado por um grupo de apoiadores.
Qual é a principal crítica que vocês fazem à oposição? Gabriel: O partidarismo e não respeitar ideias divergentes. Também fazemos uma crítica à falta de propostas claras e práticas.
Quais são as principais reivindicações junto à Reitoria? Gabriel: Melhoria de infraestrutura, maior investimento em assistência estudantil e que toda a verba que venha destinada a estudantes seja, de fato, usada para estudantes.
Quais serão as demandas para o transporte coletivo? Gabriel: Lutaremos por uma melhora no quadro de horários dos ônibus, para que haja mais transportes disponíveis e em mais dias da semana.
A chapa de vocês tem alguma ideologia? Qual é? Gabriel: Os membros possuem variadas ideologias, mas a chapa não possui uma ideologia. Nossa união se dá em volta dos nosso pilares de transparência, eficiência e apartidarismo por acreditarmos que eles devem nortear nossa gestão. Buscamos sempre decisões que integrem os interesses de toda a sorte de estudantes da UFSM, que veem na universidade uma miríade de oportunidades. Com uma chapa plural e democrática mantemos uma conversa civilizada e consciente, capaz de tomar as decisões corretas.
Por que depois de tanto tempo de um DCE de esquerda os estudantes resolveram votar na Libertas em 2016? Gabriel: Porque os estudantes estavam cansados de ter um DCE que não os representava, que colocava interesses de partidos acima dos interesses estudantis e viu na Libertas uma oportunidade de um DCE representativo. Além disso, uma gestão que inclui apenas estudantes de determinada ideologia não pode afirmar que representa todos os estudantes verdadeiramente.
A chapa não possui tantos representantes em Frederico Westphalen, como vocês pretendem suprir as demandas deste campus? Gabriel: Como falado anteriormente, por intermédio de grupos de trabalhos para suprir as demandas do campus de Frederico Westphalen. Também haverá deslocamento mensal de membros do campus sede para Frederico. A Libertas tem apenas um representante em Frederico, mas tem apoiadores dispostos a colaborar quando for necessário.
A Libertas, embora tenha se apresentado como apartidária, sofre críticas da oposição no que diz respeito à filiação a partidos como: PSL, NOVO, PSDB e PMDB. Afinal, vocês são apartidários ou não? Por quê? Gabriel: Sim, somos apartidários e a oposição falta com a verdade ao afirmar que temos ligações com partidos. Os estudantes podem verificar se somos filiados ou não no site do TSE. Entretanto, não temos controle sobre o que outras páginas postam nas redes sociais. Mas reiteramos: o nome de qualquer membro da Libertas pode ser verificado no site do TSE em busca de filiação a partidos.
No ano passado o DCE ocupou prédios com a finalidade de garantir aulas e para impedir que alunos que reivindicavam contra Proposta de Emenda à Constituição 55 (PEC 55) não invadissem esses locais. Mesmo assim, vocês foram ridicularizados, ganhando manchetes até no país. Qual a opinião da chapa sobre isso? Gabriel: O DCE não ocupou nenhum prédio e essa ocupação na antiga reitoria foi feita por um movimento independente. É natural que surja oposição a um trabalho bem feito e achamos que eles têm direito à livre manifestação.
Afinal, a gratuidade no Restaurante Universitário (RU), foi uma conquista de quem, da gestão de vocês ou da anterior? Não é incongruente liberais e libertários pautarem medidas assistencialistas? Gabriel: Primeiramente, a gratuidade é assegurada por lei. Houve sim manifestações a favor da gratuidade durante anos e que nós, assim que assumimos no DCE, nos somamos a essas reivindicações. Nós sempre usamos dos meios institucionais para atingirmos nossos objetivos enquanto gestão e por isso tivemos papel essencial no desmembramento do processo da gratuidade no Conselho Universitário (CONSU), ao conseguirmos desvincular a pauta da gratuidade da pauta do aumento do RU para os estudantes sem Benefício Socioeconômico (BSE). Não fizemos esse trabalho sozinhos, mas tivemos um papel fundamental. E frisamos: não temos ideologia. Cada membro tem a sua e trabalhamos em prol dos estudantes, e nada mais.

Mesmo com um representante em Frederico Westphalen, atual situação no DCE diz apostar no apartidarismo para conquistar os estudantes (Foto: Reprodução/Facebook)
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