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Arte e vida marcaram exposição de foto e desenho


Sete pessoas abrem sua intimidade para transmitir emoção aos frederiquenses (Fotos: Ariel Stival)


Aconteceu entre os dias 23 e 26, em Frederico Westphalen a exposição “Além da Superfície”, composta por desenhos, fotos e textos referentes a sete universos, cada um com sua respectiva diferença.

“A ideia começou a nascer com o desenho de uma amiga, que é uma pessoa muito intensa, e ela fez me ver muito no desenho dela. E aí foi a raiz da ideia da exposição”, explica Luci Buzatto, a idealizadora da exposição.

Luci desenhou sete rostos diferentes e com linhas marcantes. “Desenhar eles foi muito incrível, muito intenso e profundo. Acabei criando uma ligação forte, pois foi como mapear o rosto deles. Eu conheci todas as expressões de cada um”, comenta a desenhista.

Já o responsável pelas imagens que marcaram sete universos particulares, explica sobre a dificuldade que este desafio proporcionou. "Eu nunca me considerei fotógrafo, e tenho uma dificuldade em me descrever como profissional, mas foi um desafio em que vislumbrei um pouco da profundidade do projeto. Pois cada vez mais a gente acaba se descobrindo e assim eu aceitei”, explica Jean Lipi.

Jean se sente realizado, pois sabe que a exposição atingiu as pessoas: “O maior presente da exposição é a reação das pessoas ao se enxergar no espelho. É de saber aquilo que a gente queria que fosse. Que as pessoas chegassem além da superfície é saber que isso aconteceu fortemente”, afirma o fotógrafo.

Uma das integrantes do projeto, Jaqueline Beckman, ressalta a emoção que sentiu ao ser escolhida para participar. “Foi uma desconstrução, pois precisamos sair do casulo, e vendo o resultado, da foto, do desenho e do conceito, eu senti muito amor. Eu estou muito emocionada, isso fechou toda a experiência. É realmente o que eu quero passar”, diz Jaqueline.

Os expositores falaram um pouco da grandeza de construir a exposição. “Algumas das fotos já tínhamos o conceito pronto e simplesmente aconteceu, mas alguns dos outros foi quatro ou cinco amigos e um conceito para trabalhar”, comenta Jean. “É muito difícil pôr em palavras tudo o que aconteceu, pois são oito universos que são opostos um do outro”, afirma Luci.

Paola Bertoncello Bueno, que também participou como modelo salientou como foi a experiência. “A exposição foi tudo uma surpresa, o desenho, por exemplo, eu só vi na exposição e o conceito foi à parte mais louca, pois é o pensamento deles sobre mim. Eu tive que me segurar para não chorar quando eu li, e assim como foi para nós que participamos, a exposição abriu muito do nosso íntimo e queríamos mostrar outra superfície. Quem prestigiou conseguiu sentir a diferença entre o que cada um trouxe”, diz Paola.

A exposição quer combater a falta de arte na vida das pessoas. “A arte e a cultura agregam no valor humano das pessoas, e isso pode mudar uma realidade, e isso falta hoje em dia, e trazer cor e arte é o que nos marca”, frisou Jean.



 
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